História
Em 1955, por iniciativa de um grupo de pessoas provenientes de várias igrejas evangélicas , foi fundada em Florianópolis a AEBAS, uma associação que teria como missão a criação de um Hospital  Evangélico.

A visão que motivou este grupo tinha duas justificativas: A primeira era de que, a exemplo de Curitiba e de outras Capitais, Florianópolis precisava ter um Hospital que, além de atender a comunidade em geral, fosse também um local de atenção a saúde do povo evangélico; A segunda justificativa se embasava no fato de que na época o Continente da cidade não dispunha de nenhum Hospital ou centro de saúde, todo o atendimento era feito na Ilha; estaria a Associação Evangélica de Assistência Social então, buscando preencher esta lacuna, construindo no Estreito o Hospital Evangélico de Florianópolis.

Após a aquisição dos terrenos na Rua Pedro Cunha, os fundadores partiram para a divulgação da Entidade nas Igrejas, buscando disseminar a idéia do Hospital e Maternidade, angariando associados e colaboradores.

Por se tratar de um empreendimento de grande porte, e no momento a Entidade não ter o suporte financeiro necessário à iniciativa, optaram por iniciar as ações através do atendimento ambulatorial.

Assim , na década de 60 a AEBAS  inaugura suas atividades ambulatoriais inicialmente  na Rua Felipe Schmidt, no Centro, posteriormente à Rua Fúlvio Aducci, no Estreito e finalmente, no início dos anos 70 em sua sede própria à Rua Pedro Cunha.






Nestes Ambulatórios, o atendimento era feito de forma gratuita, disponível tanto aos associados como também à comunidade, privilegiando as pessoas empobrecidas dado o caráter beneficente da Entidade. Contava com profissionais que doavam parte de seu tempo, bem como com estagiários dos cursos de medicina, enfermagem e odontologia. O Ambulatório da  AEBAS  prestava atendimento de Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia, Odontologia e também realizava exames laboratoriais.










A manutenção das atividades ocorria por conta da contribuição dos associados, e dos convênios que a Instituição estabeleceu ao longo do tempo com as Secretarias de Saúde do Estado e Município.

A inserção da AEBAS na área de atenção a infância e adolescência, aconteceu em função de suas atividades no ambulatório médico, quando os profissionais que prestavam atendimento, principalmente pediátrico, perceberam que as crianças atendidas eram vítimas de uma série de doenças e problemas de saúde ligados às precárias condições de vida a que eram expostas. Agravadas pelo fato de que muitas ficavam sob os cuidados de terceiros quando as mães saiam para o trabalho e eram maltratadas.

Atenta a estes fatos, e a crescente demanda de um atendimento nesta área, no momento em que foi procurada pelo AMENCAR, ONG com sede em  São Leopoldo-RS, a direção da AEBAS não teve dúvidas de que este era o momento para iniciar uma nova etapa em sua atuação. Esta decisão, tomada de forma corajosa em 1980  conferiu à entidade a oportunidade de, além de expandir suas ações, tornar-se hoje,  um referencial de trabalho qualificado de atenção integral à infância e adolescência através de seus  Projetos de Educação Complementar e Oficinas de Muisicalização , quando diariamente são atendidas cerca de 350  crianças e adolescentes de 5 a  16 anos.

Concomitante às ações da Creche e Acescri, iniciadas em 80 e 85 respectivamente, a AEBAS continuou com suas atividades no Ambulatório, que funcionou  em convênio com a Prefeitura Municipal até 92, quando foi transferido para o Centro Social Urbano da Coloninha, após avaliação dos profissionais da saúde  da PMF, que alegaram a inadequação das instalações para o fim a que se destinava.

Não havendo condições para dar continuidade as atividades do ambulatório sem a parceria do poder público, a AEBAS decidiu pela interrupção de suas atividades na área da saúde, porém seus dirigentes sempre estiveram atentos ao objetivo pelo qual a Entidade foi fundada, e a necessidade de se resgatar  este sonho.

Atualmente as ações da AEBAS acontecem nos âmbito da Assistência Social, Educação e Saúde através dos inúmeros C.A.S. (Centro de Assistência Social), C.C.F (Colégio Cristão de Florianópolis) e o ainda sonhado projeto do H.E.F. (Hospital Evangélico de Florianópolis) cada vez mais perto de sua realização.
 
 
 
 
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